Por mais que fossem sólidos os sonhos,
Eles derreteram na geladeira do medo.
O desejo foi guardado como um segredo
E como um pecado para as almas de neve negra.
Com suas duas asas algemadas
Ele teve tempo de sentar e se tocar,
Porém não quis olhar pela janela as estrelas que perdeu.
Ele, querubim de vento e seu lamento.
Os risos foram vetados
E se esconderam atrás do infinito.
A verdade também está interditada
Ou então esquecida longe dos deuses inventados.
Ela esperava ainda por ele,
Contudo era loucura ou era sanguinário.
Talvez fosse desnecessário o que já fora urgente.
Ela, a vela que ele acendeu e assoprou.
Março 18, 2008 às 4:47 am |
Este poema tem belas imagens, gostei particularmente da última estrofe. Parabéns!