um recente poema da minha irmã:
Os tempos vão lentamente caindo,
A areia escorre na ampulheta.
Miúdos, miúdos pedaços.
Muitos pedaços miúdos jogados uns sobre os outros.
Fico pensando em pedacinhos de mim,
Escorrendo como areia,
Marcando as horas dentro de um vidro.
Uma miúda sensação faz escorrer sobre mim outras miúdas sensações.
Tenho saudades inexatas
E cúbicas lágrimas,
Gelo que desliza os olhos.
Não há como pontuar a eternidade
(Rosana Kali)




